Nova prestação para apoiar as pessoas com deficiência/incapacidade

Enquanto Assistente Social, considero importante partilhar convosco a “nova” Prestação Social para a Inclusão (PSI).
É uma prestação destinada a apoiar as pessoas com deficiência/incapacidade nos encargos acrescidos com a deficiência.
A PSI vem substituir o Subsídio Mensal Vitalício, a Pensão Social de Invalidez e a Pensão de Invalidez dos Regimes Transitórios dos Trabalhadores Agrícolas e Complemento Extraordinário de Solidariedade que lhes acresce, ainda que em momentos diferentes.

Para aceder a esta prestação, tem que ter entre 18 e os 66 anos e 3 meses de idade; Grau de incapacidade maior ou igual a 60%, certificado por um atestado Médico de Incapacidade Multiuso, pedido antes dos 55 anos e residência legal em Portugal.

Para obter este Atestado Médico de Incapacidade Multiusos, que irá atestar o grau de incapacidade, deverá dirigir-se ao centro de saúde da sua área de residência e requerer, junto do Delegado de Saúde, ou da sua médica de família que internamente aciona a marcaçãode uma Junta Médica para avaliação do grau de incapacidade, este atestado tem o custo de 25€.

Com este documento poderá obter, entre outros, os seguintes benefícios (a partir do mínimo de 60% de incapacidade permanente):
- Isenção de taxas moderadoras
- Isenção IRS
- Isenção de IUC na aquisição de veículos automóveis
- Vantagens na atribuição de produtos de Apoio
- Pedido do complemento por dependência

A PSI pode ser requerida on-line Segurança Social Direta ou em alternativa pode ser requerida em qualquer serviço de Atendimento da Segurança Social.

Decreto-Lei n.º 126-A/2017 de 6 de Outubro
Decreto-Lei nº 291/2009 de 12 de Outubro
Decreto-Lei nº 8/2011 de 11 de Janeiro

Catarina Afonso
Assistente Social. Pós-Graduada em Gerontologia Social e MBA Executivo em Gestão e Liderança de Negócios

O segredo do aumento muscular revelado

Como reverter a perda muscular causada pelo envelhecimento?

Todas as pessoas da terceira idade lutam contra a perda de massa muscular. Algumas lutam contra o completo desgaste, uma condição chamada sarcopenia, que é um dos principais fatores de risco para certos tipos de lesões (especialmente as quedas) que podem colocar em risco a independência e até a vida do idoso.

Como aumentar músculos naturalmente?

Em geral, a proteína é uma fonte excelente de nutrientes que aumentam os músculos, mas isto só acontece se forem obtidos os tipos e quantias certos.

Tenha muita atenção ao tentar obter uma proteína de um “shake proteico” ou uma “barra de proteína”. A maioria destes é feita de soja, que comprovadamente tira o “gás” dos seus músculos. Ao invés disto, consuma proteínas, tais como:

1) Laticínios: As proteínas encontradas em um copo de leite fresco cru estão entre as melhores do planeta.

Em palavras simples, é isto que permite que os músculos absorverem toda a proteína e aumentarem a concentração de aminoácidos necessários para crescer e se recuperar.

2) Ovos: Se há algo que seja essencial para os músculos como a proteína animal, é o colesterol.

Sim, leu corretamente. O mesmo colesterol que tem sido demonizado é crítico para construir e manter os músculos, e quando o seu nível cai, você se torna tão delicado quanto uma casca de ovo.

Há uma ligação direta entre o colesterol e a força em pessoas da terceira idade. Aqueles que tinham mais eram os mais fortes, e aqueles que tinham menos eram os mais fracos – e os mais debilitados de todos eram os pobres coitados ludibriados para tomar remédios contra o colesterol.

Enquanto a maioria das gorduras animais é uma ótima fonte de colesterol que constrói os músculos, o ovo é algo único, porque é uma mescla perfeitamente equilibrada de proteína, gordura e colesterol – e se estiver bem cozido, já vem em uma embalagem conveniente e também portátil.

3) Óleo de Peixe: Os seus músculos precisam de proteína e de colesterol. Mas eles também precisam de GORDURA – especialmente os ácidos graxos ômega-3 encontrados no óleo de peixe. Seis meses de suplementação com óleo de peixe pode aumentar o volume muscular, além de aumentar a força em 20%.

4) Creatina: Este é um dos ingredientes mais críticos para músculos saudáveis. A creatinina fornece energia aos seus músculos e incrementa a habilidade deles de se recomporem. Na medida em que você envelhece, o seu nível de creatina cai vertiginosamente. Mesmo que você coma alimentos ricos em creatina, como a carne, é provável que você não obtenha o suficiente e precisará suplementar. Procure um suplemento de creatina livre de soja criado para as pessoas de mais idade.

5) Aminoácidos: A maioria das pessoas de terceira idade não ingerem nem perto do que precisam de aminoácidos necessários para a proteção muscular, que é a razão do suplemento ser essencial na medida em que se envelhece. Quando você ingere a quantidade que precisa, começa a se sentir melhor de repente: os estudos mostram que os aminoácidos ajudam na restauração dos músculos das pessoas da terceira idade que mais precisam: aqueles com sarcopenia.

Finalmente, não se esqueça de analisar os seus níveis hormonais. Homens e mulheres precisam de testosterona para ter força muscular. As mulheres, é claro, precisam de menos, mas o hormônio é frequentemente deficiente para ambos os sexos além dos 60 anos.

Fonte: Dr.Rondó

Quem vai cuidar de 2,8 milhões de idosos?

Daqui a 63 anos, Portugal terá 7,478 milhões de habitantes, 2,8 milhões dos quais idosos, segundo as projeções do Instituto Nacional de Estatística. Se a demografia coloca problemas à economia, há outras questões por resolver: as instituições de ensino não estão a formar pessoas com a atitude certa para cuidar de idosos, não é exigida formação aos profissionais dos lares e residências sénior e, devido ao aumento da procura na área, poderemos não ter profissionais suficientes daqui a alguns anos. Países como a Alemanha, Inglaterra e Bélgica já sofrem desse défice e tentam compensá-lo com o recrutamento no exterior, sendo Portugal uma das fontes. Do outro lado da moeda, os cuidadores informais (frequentemente familiares) suportam uma grande parte do apoio não profissionalizado e não remunerado ao idoso, por vezes com consequências no seu próprio emprego. É por este motivo, aliás, que se aguarda a criação oficial deste estatuto (há cerca de um ano, a Assembleia da República dirigiu essa recomendação ao Governo, mas ainda se aguarda uma tomada de decisão).

SOLUÇÃO DE RECURSO
A pergunta para um milhão de euros é: “Quem vai cuidar de nós quando formos 2,8 milhões de idosos?” De acordo com o Fórum Económico Mundial, “à medida que a população envelhece, praticamente todos os sectores ligados à saúde vão ver crescer o emprego”. Quanto aos cuidados prestados no domicílio, “a procura vai subir 38,1%” até 2025. O presidente da Associação de Apoio Domiciliário, de Lares e Casas de Repouso de Idosos, João Ferreira de Almeida, assume que a procura de profissionais nesta área é bastante elevada e deverá aumentar. Na última semana, o Expresso localizou mais de 300 ofertas em diferentes portais de emprego.

No entanto, não é exigida formação aos trabalhadores destes locais, uma situação rara no quadro europeu. “Quando dissemos isto à Confederação Europeia, de que fazemos parte, eles deitaram as mãos à cabeça”, afirma o responsável. O cenário traduz-se em salários baixos para a maior parte das funções, e ser ajudante de ação direta (a designação oficial do que muitas vezes é denominado de auxiliar de saúde) torna-se “uma solução de recurso para mulheres no desemprego”, descreve o representante. A falta de formação coloca em causa a qualidade dos cuidados, até porque o que pode parecer uma manobra simples “exige gestos técnicos que nem todos conhecem”. A agravar a situação, desde o auge da crise que “o estado de saúde com que as pessoas chegam aos lares é tremendamente pior”, afirma João Almeida, que à pergunta para um milhão de euros responde: “Tenho dúvidas de que haja pessoas suficientes para cuidar deles daqui a uns anos, tanto porque há cada vez mais idosos como pelo decréscimo da população ativa.”

O ‘CAPITULOZINHO’ GERIÁTRICO
“Ao contrário de alguns países que têm idosos saudáveis, a nossa geração foi muito castigada, quer pela pobreza, quer pelo regime em que vivíamos”, sublinha Pedro Marques da Silva, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Geriatria e Gerontologia (SPGG). Além de idosos doentes, “temos muitos idosos frágeis, incapazes de cuidar de si” e com pouca mobilidade. Por isso, “vamos precisar de mais geriatras, mas o doente idoso é da responsabilidade de todos os médicos”, bem como do cidadão e da tutela, defende o responsável, identificando que a formação e a estrutura de saúde atuais estão desfasadas da realidade demográfica. “Os grandes livros com que continuamos a estudar têm um ‘capitulozinho’ sobre geriatria, quando hoje tem de haver uma formação específica nesta área”, analisa o clínico, sublinhando que “os estudantes têm de ter maior formação para os tempos tremendos que temos pela frente”. Mas o assunto não toca apenas aos médicos. Nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos e outros entram na equação.

O OUTRO LADO DA BALANÇA
Neste cenário, a responsabilidade é muitas vezes acrescida para os cuidadores informais — normalmente familiares do dependente —, que aguardam a criação de um estatuto legal que os proteja e enquadre na sociedade. Este cuidador “não é remunerado nem tem habilitação específica” mas “assegura 80% dos cuidados na União Europeia”, sublinha Bruno Alves, presidente da Associação Portuguesa de Cuidadores Informais. Importa, por isso, garantir as condições necessárias para que esta figura possa cumprir o seu papel (tendo, por exemplo, direito a flexibilidade laboral) sem prejuízos para o seu emprego. “É preciso criar condições para que os idosos e as pessoas com dependência fiquem em sua casa e possam ser apoiadas” e “criar uma rede de pessoas (...) que estejam dispostas a dar o seu tempo para ajudar idosos ou dependentes no seu domicílio e assim diminuir a pressão e recurso inapropriado aos hospitais por falta de apoio e isolamento”, declarou o ministro da Saúde em março do ano passado.

Fonte: Expresso

Um em cada três casos de demência é evitável — e nem são precisos medicamentos

Especialistas internacionais mergulharam na investigação feita sobre demência e fizeram uma lista de recomendações, agora publicada na The Lancet. Se adoptar estes nove comportamentos, o risco de desenvolver demência diminui.

Pode causar estranheza aos leigos, mas a prevenção da demência não é um assunto só para velhos: aumentar a educação durante os primeiros anos de vida e apostar, especificamente, no combate à perda de audição pode reduzir a incidência de demência. Juntamente com um combate à hipertensão e obesidade na meia-idade, a diminuição pode chegar aos 20%. As conclusões foram publicadas na The Lancet e trazem uma mensagem de optimismo: um em cada três casos desta síndrome são evitáveis. E nem sequer são precisos medicamentos para isso.

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A ideia não é completamente nova — mas é a primeira vez que se chega a um número tão animador: 35% dos casos (o tal um em cada três) está relacionado com factores de risco que podemos contornar. O relatório da primeira Comissão para a Prevenção e Cuidados da Demência da Lancet, apresentado na Conferência Internacional da Associação Alzheimer 2017, identificou nove factores de risco. Com essa lista em mente, o fardo global da demência pode ser menos pesado.

“Tem havido um grande foco no desenvolvimento de medicamentos para prevenir a demência, incluindo a doença de Alzheimer”, relata Lon Schneider, membro da conferência internacional em que o estudo foi apresentado e professor de psiquiatria e ciências comportamentais na Keck School of Medicine, nos EUA. Mas a solução, prossegue, pode passar por deixar os medicamentos na gaveta: “Não podemos perder de vista os reais avanços que já fizemos no tratamento da demência, incluindo abordagens preventivas.”

A prevenção, recomendam os 24 especialistas internacionais envolvidos neste estudo, passa por uma revisão do estilo de vida. Além das mudanças já referidas, o estudo diz ainda que, numa idade avançada, parar de fumar, tratar a depressão, aumentar a actividade física e o contacto social e controlar a diabetes pode reduzir a incidência da demência em mais 15%.

“Reduzindo os factores de risco, o potencial efeito sobre a demência é maior do que podemos imaginar que sejam os efeitos de medicamentos actuais e experimentais”, realça Lon Schneider.

A demência é uma doença cerebral incurável e progressiva, sendo a Doença de Alzheimer e a Demência Vascular as formas mais comuns. No mundo, estima-se que cerca de 47 milhões de pessoas têm algum tipo de demência. E o futuro não terá um cenário mais simpático: prevê-se um aumento desse número para 66 milhões em 2030. E 115 milhões em 2050.

Em Portugal, a prevalência da doença em homens e mulheres com mais de 60 anos é de 5,91%, o que corresponde a 160 mil pessoas, relatava o estudo Epidemiologia da Demência e da Doença de Alzheimer em Portugal: Estimativas da Prevalência e dos Encargos Financeiros com a Medicação, publicado em 2013.

De acordo com o DSM-5 — 5ª edição do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria, publicado em 2014 —, os critérios que definem a demência passam por um declínio de um ou mais domínios cognitivos, sobretudo no domínio da atenção complexa, aprendizagem e memória, função executiva, linguagem, perceptivo-motor e cognição social, e uma interferência nas actividades de vida diária. Mas os sintomas variam de acordo com a fase de evolução da doença — e de pessoa para pessoa.

A Comissão para a Prevenção e Cuidados da Demência da Lancet estudou também os efeitos de intervenção sem medicamentos em doentes com demência e percebeu que essa abordagem pode ter um papel importante, especialmente quando procuram resolver problemas como agitação e agressividade.

“Drogas antipsicóticas são geralmente utilizadas para tratar a agitação e agressividade, mas há uma preocupação acerca destas drogas por causa de um aumento do risco de morte, problemas cardiovasculares e infecções, para não mencionar a sedação excessiva”, sublinha o professor de psiquiatria.

Então, qual é a alternativa? “Intervenções psicológicas, sociais e ambientais como contacto social são mais eficazes”, aponta, acrescentando também o benefício de “intervenções não medicamentosas como terapia de estimulação cognitiva em grupo”.

Fonte: Público

 

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